segunda-feira, 3 de março de 2008

Matutando

Há alguas coisas que não se entendem.

Entre todas as funções desse blog, uma que está terminantemente descartada é a exposição da minha vida pessoal (o que, aliás, foi um dos motivos para o total desaparecimento do blog anterior). Por isso optei desde o início por postar textos na sua maioria sem qualquer relação comigo, completamente ficcionais - mas essa postura reservada não me impediu de fazer excelentes amigos por aqui, e de consolidar essas amizades fora do ambiente blogger. Amizades nascem quando há receptividade de ambas as partes, independente do meio em que tenham surgido, e florescem quando há respeito pelas singularidades de cada um. Não é uma questão de adequação; amigos são aceitos pelo que são, e um dos sinais de respeito é justamente não tentar moldar as pessoas à nossa imagem e semelhança. Sendo assim, toda e qualquer amizade é real. Isso de separar amigos entre virtuais e reais é coisa que, sob o meu ponto de vista, não tem sentido algum. O que separa as pessoas não é o espaço físico, mas diferenças inconciliáveis no que diz respeito à forma de conduzir as relações.

Sou exatamente assim - reservada, reclusa, interiorizada. Sempre fui, e acho que dificilmente algo me fará mudar, o que não me impede nem nunca impediu de ter amigos realmente amigos embora completamente diferentes de mim, por uma razão muito simples: nos respeitamos. Não gosto de falar sobre mim, falo quando me sinto à vontade para tal; não sou do tipo que sempre será visto em baladas e afins, não fico fazendo média em rodinhas sociais para angariar popularidade, não gosto de andar em turmas, não estou sempre disposta a passeios, não separo ou classifico as pessoas pela forma como as conheci. A mim interessa o que sinto por elas, independente de estarem longe ou perto fisicamente. Se há quem chame essa atitude de hipócrita, ou ilusória, ou mundo de fantasias, a cada um cabe uma opinião - não sou eu quem irá julgar ou condenar. Cada um é feliz - ou infeliz - do jeito que é, do jeito que escolhe ser.

Amigos se respeitam, aceitam as diferenças e individualidades e, sobretudo, sabem conversar - e conversar não é apenas despejar nos ouvidos do outro tudo que se quer dizer mas, sobretudo saber ouvir o que o outro tem dizer também. Amizade é consensual. Portanto, quem não me respeita, não me aceita como eu sou e não é capaz de sustentar uma conversa adulta e isenta de ataques pessoais e grosserias, pode realmente ser considerado um amigo?

Todas as desavenças são resolvidas através de diálogo. E diálogo passa longe de ser "ou você faz assim e assado, ou então desapareça". Eu jamais farei o tal "assim e assado" por alguém ter me dado um ultimato. Odeio ultimatos mais do que qualquer coisa nessa vida. Então eu desapareço, certo? Mas espero o mesmo. Sem essa de recadinhos via scraps no ORKUT ou comentários blogger. Como já disse, tenho blog para compartilhar aquilo que gosto com pessoas que gosto, não para resolver pendengas pessoais.

E é isso. Desculpem-me aqueles que nada têm a ver com esse negócio, mas há coisas que não podem deixar de ser ditas.

Beijos a todos - virtuais ou não.

12 comentários:

Menina da Imprensa disse...

Poetisa... As pessoas não mudam, quando muito melhoram, e melhoria não é mudança, mas evolução da alma... Nem todos tem a alma devidamente preparada pra crescer tanto... E a sua já está num eságio tão além, talvez nem todos etendam isso... Deixe isso tudo de lado e continue colaborando para evolução da alma alheia com o que você faz de melhor... Sortear palavras e colocar no lugar certo...
P.S.: eu tô te esperando pra reforma tá... Smaaacks

ALF disse...

Amizade é uma coisa sublime mesmo. Também sou bem recluso e reservado. Aos poucos vou mudando, mas é difícel.
Nem todos compreendem os outros, e a graça é a diferença de cada um.

A vida nos ensina que certas pessoas precisam se guardadas no coração.

Aprendi que uma delas pe você.

;)

Saudades daqui
Beijos

««§εмф†ϊvф»» disse...

Falar a verdade às vezes machuca, mas poupa um futuro sofrimento.

És corajosa.

Grande beijo.


Ray

Si disse...

Bravo, Flávinha.

Sorte de quem a tem como amiga.

Fernando disse...

Ah, não, Flavinha. Eu não tenho coisa alguma a ver com isso, mas não significa que tenho que ficar por fora do babado.

Como senão bastasse minha curiosidade pelo assédio digital, agora mais essa? E você não vai contar nada nunca?

Sabe, eu acho isto um desaforo para com os curiosos natos da minha espéce pisciana. E tenho dito! Hehehe.

Beijocas, Flavinha!

Edu Grabowski disse...

É...matutando...tem gente Flavinha que adora classificar. Adora impor: "ou isso ou aquilo. Ou assado ou cru". Isso não é respeitar. Isso não é saber relacionar-se. Isso é afastar as pessoas de si. Isso é ser egoísta. Querer que tudo e todos sejam e ajam conforme o que naquele momento você deseja que se faça! Isso é ser infantil demais, embora muita criança já aprenda desde cedo a dividir e compartilhar. Porque o mundo é feito de trocas. Mas trocas onde ambos os lados estão satisfeitos e gostam. Troca de informações. Troca de afeto. Embora essa troca nao seja imposta e sim, vem naturalmente. Segue o fluxo no tempo de cada um, e como disse lá em cima isso tem mais a ver com respeito.

Desabafo feito tbm...rs!
Flavinha linda, te entendo. Mas, nada como um dia após outro dia...

Amizade acontece e dura o tempo que tiver que durar. Algumas desejamos, com força, que durem por toda a vida ou até além vidas...

Beijos e mais beijos.
do amigo,
Duds
=))))

Van disse...

E tenho dito!!!!!
APOIAADAAAA!
APOIADÍSSIMA.

Não é à toa que somos tão parecidas, né twin?
Sou exatamente assim.....
E acho horrível essa de rótulos. Sempre fui contra isso. Virtual versus real... É tudo a mesma coisa. Por trás das telas há um ser-humano. E só pq nunca o vimos pessoalmente não nos dá o direito de torná-lo descartável ou marionete das nossas próprias carências.

Enfim... Concordo contigo, amore.
Por essas e outras que eu tornei o INNER um espaço para convidados.
Assim me sinto menos invadida.
Também sou IN.

Tô contigo e não abro.
Beijucas enormes.
Love U!

J disse...

Irmã pupunha,

o seu blog tem exatamente a função contrária do meu, e é por isso que eu apesar de me expor totalmente nele, me exponho pouquíssimo. Nada de nomes, localidades ou fotos. Ele é um lugar que utilizo pra escoar meus pensamentos.

Diferentemente de você, não sou reclusa nem reservada e para o desespero de meus pais, falar francamente com estranhos sempre foi uma das minhas tendências, a outra é aceitar doces de estranhos.

Agora, não se engane, pessoal ou não, reclusa ou reservada, as palavras são coisinhas safadas que entregam a gente.

Beijo grande.

Edna Federico disse...

Falou e disse!

Paola disse...

Sabe de uma coisa?
Aprendi na base do soco a não falar tanto assim de mim.
Agora quando quero falar, reclamar, vomitar faço pra mim mesma. Algumas vezes alugo uma pessoa linda, sabe?
Conhece?
A Van! rs

Sério, não sei fazer essa separação de virtuais ou reais também. E acabei de ver que você também é canceriana...deve ser por isso. rs


Beijos,
Paola.

Paola disse...

Ah! É!
Esqueci!
Clap! Clap! Clap!

freefun0616 disse...

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