segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dos Amores. Dos Dias.

"O amor nunca morre de morte natural.
Morre porque nós não sabemos reabastecer sua fonte.
Morre de cegueira e dos erros e das traições.
Morre de doença e das feridas;
morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho."

(Anais Nin)

Soundtrack: Carla Bruni - Qualqu'un m'a a Dit



Ele nunca disse que me amava. Nunca me disse, e também nunca perguntei – não porque tivesse medo da resposta, mas porque instintivamente a conhecia e isso fazia de qualquer prova verbal uma desnecessária redundância, então cada uma daquelas pequenas banalidades diárias soava como amor inequívoco e explicitamente declarado. Como quando me puxava os cabelos de leve para em seguida afrouxar os dedos e escorregá-los pelo meu pescoço, era amor que havia naquele deslizar de dedos. Como quando surgia à porta e ali ficava parado, mudo, e no olhar havia um misto de admiração e desafio e obscenidade carinhosa, e aquilo tudo invariavelmente terminava entre arquejos e suores entrelaçados repousantes na exaustão lânguida das nossas bocas ainda coladas uma na outra. Ou, simplesmente, como quando dizia meu nome – pronunciado em passeios demorados por todas as oscilações de tons, e eu tinha a nítida sensação de ouvir seu coração bater mais doce em cada uma delas. Ele era inteiro um mundo de coisas não ditas que se diziam por si mesmas e eu aprendera a ler naquele silêncio claro e eloqüente, eu embora oposta e dizendo amor com olhos e boca, e corpo, e todo o resto e a todo tempo, e era como se, a cada vez dito, esse amor se superlativasse dentro de mim.

E não sei se foi intencional – se foi justamente a perfeita simbiose entre o seu silêncio e a minha capacidade de traduzi-lo que me fez mergulhar na negação. Mas, naquela tarde, quando ele surgiu à porta – e o rosto que me fitava já não era o mesmo, como para ele já não era a mesma a mulher de pé à sua frente – percebi que era chegada a hora. E dessa vez fui eu quem não disse nada, simplesmente esperei. Foi a minha vez de ficar ali parada, olhando. Apenas e interminavelmente olhando. Porque não havia mais nada a fazer, e eu soube disso no momento em que o ouvi balbuciar meu nome naquela meia-voz reticente, naquele fio de voz. Era outro o bater do coração. Então, pela primeira vez, ele não me pôde olhar nos olhos – e nesse exato instante eu soube que, na cabisbaixeza do olhar que ineditamente evitava o meu, havia um murmúrio dolorido de despedida.

47 comentários:

Taynar disse...

Ahhhh..!
Nem sei por onde eu começo a comentar o texto. Ou sequer ouso a fazê-lo!

Quantas batalhas já não perdi com um beijo, e lutas ganhei com um olhar.
Acho que as coisas não ditas, mas por si só implícitas podem ser as melhores demonstrações.
Mas também podem ser a revelação real do que a mente ainda não soube atinar.
E eu me peguei lembrando de uma cena parecida com essa. Há alguns anos. Quando um olhar cabisbaixo fez ruir meu mundo, e nossa!, como doeu.
Mas é assim mesmo...
Para o bem, ou para o mal.

E quanto à lista, tava pensando nela desde ontem. E quando eu excluí os masters (Senão ia ser só REALMENTE Chico e Pink, quase), foi só colocar o que eu ouço todos os dias.


Ahhh, o álcool. Às vezes, um grande aliado. Mas tem horas que é um negócio do Demo. Junto com a TPM então...

Prime siiiim!!! Temos que marcar.

beijos, moça

Edna Federico disse...

Sim, o amor morre por não se cuidar dele.
Começa sendo deixado de lado, achando que falar sobre ele já não é mais necessário.
Dai, quando o silêncio se torna uma barreira intransponível, é que nos damos conta...aonde o amor ficou?
Beijo

Igor Isídio disse...

Um belo conto, Flávia!
Os dias (quase) sempre mudam os olhos e sossegam o coração.
Beijo!

Anne disse...

Nossa, que triste...dolorido isso. Acho que não tem nada que doa mais do que a "morte" de um amor, quando voce olha e percebe que ele simplesmente não está mais ali...

Lindas palavras, linda forma de descrever, mas não menos sofrida. Espero não ter que passar mais por esse tipo de momento, o amor que tenho hj eu guardo no fundo do peito, com todo o cuidado, ele é jóia rara e pretendo que continue sendo assim.

Mana, você escreve lindamente...e não poderia ser diferente, vindo de uma pessoa tão doce como vc.

Amo-te infinito, sabia?
Beijos

Patty disse...

As despedidas são sempre muito tristes, Flávia. Mas, prefiro uma conversa, um adeus até do que o silêncio de não entender nada. Não é o caso do teu texto, o sinais foram claros. Bom, será mesmo?

Beijos, querida e Feliz Primavera!

Filipe Garcia disse...

Oi Flavinha,

como eu gosto do efeito que seus versos causam em mim! Fico aqui, lendo cada linha, como quem sorve lentamente um café forte. Suas palavras são lindas, Flávia. Por mais que o enredo traga esse tom triste da despedida, da saudade, ficam as bonitezas pintadas pela sua poesia tão singular.

Sobre o texto: cena perfeitamente delineada. Cada gesto, cada murmúrio, cada sentimento salpicado ficaram lindamente expostos. É seu dom: fazer mágica com as palavras.

Beijo procê!

Sunflower disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sunflower disse...

mas você também não disse, disse?

hoje em dia me recuso a traduzir, acho que é pq é o meu trabalho, sou paga pra isso. Todo resto que ouvir "ipisis literis"

beijas

~> Renan disse...



NOSSA!

estou arrepiado até agora! Começando pela citação de Anais Nin que eu achei LINDA, depois o texto!

Caramba!

Esse foi a temática do meu fim de semana!
Ai ai ai coração!

Adorei tudo aqui!
Beijo

A Senhora disse...

Não podia ser mais que melhor! Eu vou linkar para cá! Posso?... ;)

Ricardo Rayol disse...

E cabisbaixo digo que a despedida assim é dolorida mas redentora.

iara disse...

minha florzinha,

como sempre perfeito...tão difícil a gente saber se vai embora tarde ou cedo demais. bato o portão sem fazer alarde, levoa carteira de identidade, uma saideira, muita saudade e a leve impressão de que já vou tarde...- adoro essa parte: a leve impressão...)
mas eu, que falo tanto, acho que o silêncio diz mais, amar está mais no que não foi dito do que no que foi exaustivamente falado. os gestos os olhares...principalmente os fugidios revelam mais coração e mente.

lv.u.
bjão

Isabel Maranhão disse...

Olá Flávia!!!

Estava apenas a navegar na net, pesquisando... quando deparei-me com o seu blog... menina, acabei esquecendo o que estava a pesquisar, lendo cada post deixei a imaginação fluir, praticamente revirei este fabuloso blog.

Incrível!!! O meu amor acabou de deixar-me sem dizer adeus, gritei o seu nome, porém ele não respondeu, em tristezas fiquei vendo-o desaparecer ao longe, enfim... ainda está doendo a despedida. :-(

Irei visitá-la sempre!
Peço-te desculpas pelo desabafo.

Abraços

Tyr Quentalë disse...

Um conto, carregado, intenso, maravilhoso na tristeza das lágrimas derramadas pela despedida tão dolorida e sofrida. O terminar de algo que antes parecia tão colorido.
Com o coração apertado e suspirares profundos, ficarei a observar o horizonte pensativa nas palavras aqui escritas com tamanha intensidade.

Keila Costa disse...

Essa é a prosa poética que tanto gosto...palavras do coração dão sempre poesia...tristes ou alegres...de 'curiosidade' ou despedida...e se há despedida, talvez nem tenha havido o encontro...Parabéns pela bela escrita, viva!

Matthew Salbego disse...

Ai, eu gostei e não gostei do texto.Gostei porque tá perfeito, e não gostei porque é muito triste.Mas eu mais gostei do que não gostei.=](entendeu?)=p
Teu blog tá muito bom.Parabéns pela criatividade e poder de nos prender na tela lendo.
beejO!

Gabriel disse...

despedidas são uma merda...mas as vezes são necessárias...mas só as vezes...
beijo pra ti

*Raíssa disse...

Começou feliz e cheia de amor, e terminou triste. Mas nem por isso a história deixou de ser linda! :)

Parabéns, Flavinha!

Beijos

Mai disse...

Linda! Flavinha,
Nossa, Isto que acabo de ler aqui, não é simplesmente um conto, acho que são contas... Porque as palavras cintilam diante de mim, como cintilam os meus olhos, tentando driblar as interferências de cada lágrima que vem e que me apresso em retirar, antes que caia...
Nesta leitura demorada e deliciosamente lenta,
(não porque não estivesse ávida por concluir, Mas porque lí e relí e outra vez lí...)
revisitei algumas salas na casa da minha memória, conectada a este mágico conto. Lá, nas paredes de cores e tons fortes, há uma marca forjada por um ferro em brasa, que me queimou assim...
Tá Lindo! Flávia.
És Linda Flávia...
Vou escrever para um desses "livreiros"
"head hunter" "writer hunter" Editores ou qualquer coisa assim...
Que que te publiquem. E publiquem teu livro de contos de amor. Se for esta a acusação que a ti fazem, poderei defender-te. Continua escrevendo e mostra-nos, todos os capítulos deste livro.
Moça, você é (porque assim nasceu) uma brilhante e DOCE escritora.
Beijo e muito carinho.

o que me vier à real gana disse...

Excelente escrita; excelente blog.
A descrição da observação das coisas do mundo( que tudo são coisas do mundo... sim, tb a metafísica!) com inefável beleza, está ao alcance de alguns...
Parabéns!

Palavras de um mundo incerto disse...

Incrível!

Como as situações chegam a esse ponto? Vivendo e aprendendo. Ou nenhum deles.

Beijos querida e boa semana!!!



Marcos Seiter

Flavinha disse...

A TODOS,

Então, muitos comentários, muitas opiniões, algumas parecidas, outras divergentes... é legal isso de ter cumplicidade no olhar, MAS... pelo menos no meu ponto de vista, nem essa cumplicidade substitui uma boa conversa. Silêncio demais acaba em arrependimento - e infelizmente aquele truquezinho estilo Efeito Borboleta na real não funciona... todo fim precisa ter um fim :)

A todos muito obrigada pela visita e pelas palavras de carinho e incentivo. Aos visitantes novos, sejam bem-vindos, voltem sempre!

Beijos muitos!

José Rodrigues (JR.) disse...

Olá Flavia, estou duplamente alegre por sua culpa: pela sua visita e comentario no Experimentando Versos e, tambem, pela beleza de seu espaço. Dos textos ao template, lindo!
Quanto ao amor, poderiamos ficar horas e horas a discutir inumeras questões sobre o mesmo, mas as pessoas, não todas, em nossa sociedade estão cada dia menos dispostas a pensar, a refletir e, sobretudo, a pensar o que estão fazendo com as suas vidas.
O que nós vamos fazer com nós mesmos? como podemos nos tornar atores principais de nossas próprias historias de vida?
como podemos criar linhas de fuga e potencializar na vida a sua capacidade de criação e invensão do novo e do diferente? questões...
A discussão sobre o amor entra nesse cenário onde vivemos na medida em que amar se tornou algo estranho, ou melhor, as relações, os laços socais que antes uniam as pessoas agora parecem afasta-las; é um individualismo flagrante, uma solidão que não encontra meios de exprimir-se a não ser atraves de depressões e atos compulsivos. Não acho que o amor esteja em extinsão, mas antes, que o verbo amar vem sendo conjugado de outras maneiras; pois, o que está em jogo quando falamos em amor é, sobretudo, a nossa capacidade de amar e deixar-nos ser amados.

Será que aprendemos a amar de outra forma ou nos esquecemos que o amor , assim como as flores e as poesias, deve ser cultivado? Por representar o amor uma gama de sentimentos intensos e ao mesmo tempo contraditórios, ele possui uma certa caracteristica revolucionaria, consternadora, provocadora.
O amor é um sentimento que desestabiliza ao mesmo tempo em que constroi, que deflagra tantos outros sentimentos e que dar-nos força para ir além... se assim for, ele representa tudo, ou quase tudo, que a lógica de nossa soceidade vem excluindo atraves de seus mecanismos de poder. Um sentimento que nos provoca, nos revoluciona, nos transforma em seres diferentes, fugindo/escapando nas normas instituidas, não pode mesmo ser cultivado por nossa sociedade. Cria-se então a representação de um amor esteril, neutro, frio, superficial no qual as pessoas se entrelaçam, mas logo ele se esvai, porque ele não foi feito para durar, mas para trazer uma falsa sensação de alegria e completude. O amor das intensidades e da criação fica guardado entre as linhas de livros, entre os versos de poetas, esperando que alguem o leia e se lembre do que o mesmo foi um dia.
Enfim, desculpe pelas longas linhas.

Abraços,

P.S. caso voce aceite podemos fazer uma parceria (troca de links) entre os nossos blogs.

Nadezhda disse...

Nunca houve um eu te amo. Embora os dosi soubessem que havia amor ali no meio. Não houve olhares de despedida também. Parece que algo a se resolver ficou perdido nesse meio.

Mas enfim...

;)

Daniel disse...

Duas palavras pra esse texto: DE MAIS!!! Têm prêmio pra ti no Só Pensando. Bjus.

http://so-pensando.blogspot.com

Daniel disse...

Duas palavras pra esse texto: DE MAIS!!! Têm prêmio pra ti no Só Pensando. Bjus.

http://so-pensando.blogspot.com

Lih disse...

Nossa, que texto lindo.
E também triste.
Ta de parabéns.

Beijoo

instantes e momentos disse...

voltando feliz ao teu blog. Muito bom. Gosto daqui.
Maurizio

Ragas disse...

Sensacional! Faz refletir muito! Amar filhos e pais, é fácil, é natural, é intrínseco, mas amar um companheiro ou companheira exige esforço e persistência, além de, claro, o sentimento em si. Hoje em dia, em um mundo onde as pessoas depositam todas as forças em busca do material, o emocional é deixado de lado, não é prioridade, e, dessa forma, qualquer esforço extra faz com que queiramos desistir.

Tem conto novo no Van dos Quebrados! Te vejo lá! Bjs!

Petê disse...

Esse estar perto e estar longe, a despedida, os temas que sempre vão estar na baila. O início é de uma sensualidade imensa, deu até "arrupio".

Beijos

Ludmila Prado disse...

não precisamos dizer "eu ti amo" para saber que em tudo existe o amor, porém como no texto aí no cabeçalho do texto, o amor precisa ser cultivado, falado, escrito, relembrado, por senão ele morre.

beijos

Roberto Sena disse...

poxa mocinha, obrigado pela sua visitinha....quanto ao seu blog, meu, você gopsta mesmo de escrever hein...gostei pacas!

Roberto Sena
www.sampameulugar.wordpress.com

Extase disse...

Sucinto: às vezeso silencio fala mais forteque um brado cheio de sentimentos.

Flavinha disse...

JR,

nossa, quanta disposição pra escrever! fico lisonjeada que esse texto tenha despertado tantas reflexões. Sobre o link, será um prazer ter vc por aqui. Beijos!

NADEZHDA,

Enfim, o fim :)
Beijo!

DAN,

Ah, obrigada! Passando pra pegar. Beijo!

LIH,

Muito obrigada, linda. Beijo!

RAGAS,

Opa, indo conferir. Beijo!

PETÊ,

É... amor e relacionamento são temas que nunca se esgotam. Beijo!

LUD,

Morre. E sem direito a ressurreição. Beijos!

ROBERTO,

Opa, eu é que agradeço moço. E sim, dá pra perceber que gosto de escrever, né? Bem vindo por aqui. Beijo!

DIEGO,

Né? Beijão!

Poisongirl disse...

O amor tbm desbota , muda de cor , vira cinza...

Um belo post Flávia , muita delicadeza...

Cláudia I. Vetter disse...

Meus olhos se fecham num aperto de sofreguidão vívida; a tua latência não tem limites e esbanjja todos os poros.
Estás tão perto do coração selvagem...

ah, que temor!

Ella... disse...

Nada pior que continuar numa relação que já devia há tempos ter terminado. De que adianta forçar a barra se desse jeito só sobrarão lamentos? Finais costumam ser tristes, principalmente quando começam o jeito que esse começou. Mas finais, às vezes, são necessários. Parabéns pelo texto. E pela citação muito bem colocada. Volto mais vezes.

C. disse...

tua beleza sai transbordando no papel, né? deve ser isso, flávia.
sei do suor que transborda também, pras coisas ficarem suaves assim, mas é única a explicação que eu encontro: tua beleza, moldada no papel.

Flavinha disse...

POISON,

Sim, também o amor precisa ser cuidado, amado... beijos!

CLAUDINHA, C.,

Lindinhas, vcs... cada palavrinha é um afago. Muito obrigada pelo carinho sem medida... beijos!
Beijo!

ELLA,

algumas vezes é a gente que teima em ignorar os sinais do fim. Mas eles estão lá, pedindo uma concretização. Muito obrigada pela visita e pelo comentário, volte sempre, será um prazer. Beijo!

Oliver Pickwick disse...

"... ah! se na desordem do armário embutido / meu coração ainda abraça o seu vestido..."
Escreve-se muito acerca da linguagem do amor. No entanto, muito pouco sobre a do desamor. Como a fez neste post.
É bom "vê-la" de novo.
Um beijo!

Oliver Pickwick disse...

errata:

meu paletó ainda abraça o seu vestido

Flavinha disse...

OLIVER,

Mas ficou bem bonita a "versão" com o coração :)
Andei um tempo sem net, outro sem querer escrever, outro sem tempo pra visitar... mas agora as coisas estão entrando nos eixos outra vez. E me verás sempre! Beijos!

Cara de 30 disse...

Isso é o que eu chamo de "ir do céu ao inferno" em poucas linhas... Que coisa, hein?!

Gostei do seu blog... Parabéns! Virei mais vezes para ler seus textos tão bem escritos.

E obrigado pela visita.

Patrícia Lage disse...

Ah, Flá... Esse texto é quase um retrato, não é?! A imagem é linda, uma fotografia, uma descrição clara e real em minha cabeça.

E sim, o silêncio diz as melhores reticências... E reticências é o não-fim, bem sabemos.

Amiga-metade, amo você todo infinito.

FERNANDO RAMOS disse...

Caralho, hein? Tristemente lindo teu miniconto, Flá.

Não farei comentários acerca disso, pois acho redundante, mas deixo aqui duas diquinhas de músicas iguais teu post: sutil e triste.

Bom são elas: Trajetória, da Mari Rita e Vai, da Ana Carolina.

A primeira você acha no site dela pra ouvir: http://www.maria-rita.com/

Tem um player tocando lá. Basta procurar pela música. E a segunda, que acho mais parecida ainda, no site da Sapato Carol, digo, da Ana Carolina (http://anacarolina.uol.com.br/), vá em discografia e procure pelo disco dois quartos, aliás, recomendo os dois discos. Muito bons!

Se te interessar...

Beijocas, Flá!

Flavinha disse...

CARA DE 30,

Vai ver a gente pensa que é assim brucso porque cisma em não acreditar que o inferno já chegou, não? Venha sim mais vezes, será um prazer. Beijo!

PATI,

sim, bem sabemos... e o que fazemos? Esperamos pelo fim? Tão difícil... amo vc também! Beijo!

FERNANDO,

Hum, vou dar uma ouvida sim... valeu pelas dicas. Beijos!

freefun0616 disse...

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