sábado, 20 de setembro de 2008

Abstrato

Hoje sigo a pé,
Sem destino,
Por uma rua colorida de sol.

Ouço o badalar dos sinos
E as vozes dos meninos
Desenhados no papel...

Hoje minhas mãos tocam o céu
Para que pare o tempo,
E um cometa-criança
Possa brincar com o anel,
Roubado dentre os muitos de Saturno,
Sem que galopem os anos.

Hoje sou terra;
Ar...

Hoje tomo banho de mar
Na gota de chuva que virou oceano.